domingo, 28 de agosto de 2011

As letras das músicas em diálogo com o conhecimento sobre a vida XV




"Eu não sou um pai que teima em ser mau com o filho para que ele saiba o que é a vida. Sobre esse raciocínio, o que é a vida? Um teatro educativo?... Um teatro marionético? Quem bate constantemente é para que se aprenda a bater... Se a batida é verificada em vários lugares, ela torna-se lei de formação social, fadada a alojar-se num "imaginário" e lá germinar, crescer, florescer, frutificar... e servir de alimento para novos animais, que levarão sua essência disfarçada na naturalidade de sua forma e raiz... Não deixa de ser natural, mas também não deixa de ser um traço profundo de um mal, visto, mas aquiescido por nossa preguiça de atitudes."






Abre os Olhos pra ver o mundo
Tudo é novo para os teus olhos novos
Dá pra cada coisa um nome
Um nome novo e um sentido teu próprio

Eu te abro as cortinas da manhã
Eu te levo pros braços da tua mãe, cedo
Por um instante eu esqueço do que sou
Por um instante eu não lembro de ter medo

Fala as tuas palavras de vogais
E sorri quando já está dormindo
Filho, pai, mãe, orvalho da manhã
Tudo é novo para os meus olhos velhos

Abre os olhos pra ver o mundo
Tudo é novo para os teus olhos novos
Filho, pai, mãe, orvalho da manhã
Tudo é novo para os meus olhos velhos

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Fios Elétricos [Ah! As letras das músicas... vida (...) ]

Ruas...Poesia bruta,
Sentimentos de concreto,
Sangue que corre por fios elétricos

Tua marginália tão discreta
Avenida que embriaga,
O fio da navalha

Ruas...poesia crua,
Pagadas na calçada,
Arranha-céu observa
Com olhos de vidraça

Ruas...poesia suja,
Neons vomitam, marcas,
Cruzes, cruzamentos, encruzilhadas...

Pela via expressa, pelas marginais,
Outdoors, placas e sinais.
Terno, eterno movimento
Que deixa o tempo pra trás


Letra: Clemente; Roberto Frejat.







sábado, 13 de agosto de 2011

Pensamentos



O ser humano é unico. As relações entre seres humanos são mais únicas ainda. Seres é uma palavra no plural que pode ser escrita nos dois sentidos. Não se perde, assim, nem o significado nem a grafia. Seres é uma palavra que pode significar muitos, mas é singularmente no par que se fundamenta.

domingo, 7 de agosto de 2011

Luzia Homem, de Domingos Olímpio

"A razão é a luz; a dúvida é a treva, congeminação de contrastes engendrados pela mesma cousa. Felizes os irracionais, porque não duvidam."

Livro
 Adaptação para o cinema

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ar e meço!

Certamente o todo não cobre a reserva.
O esperto não engole e, cercado por ausências
desperta ao sono de uma flauta.


Pode a dor não ser de sentir uma pontada?
Sede flor! Sem reserva em pétalas,
Poesia não decai em ervas - aroma de amor!


Sempiternas coisas beliscam nossas vidas
Desconsideram circunstâncias e resistem às 
belas erratas de uma morte inesperada:


O Corte anuncia escuro, em ponte e ilhado, que
Valores alados, ao arremesso... estilhaços 
De homens imersos em alguma esfera de ar!


Danilo Cerqueira, 
Julho/agosto, 2011


Foto: Danilo Cerqueira