quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sujeitos Acadêmicos IV

Foto: DC Almeida

A renascença da Viuvinha

O encontro dos olhares.
O desejo sucumbe à fantasia
De sonhar e sonhar em amar
Na madrugada linda que caía.

A singeleza contagiante das duas almas.
- Reflete-nos a constante alegria
Que na manhã,
Ao canto do passarinho,
Descobre-se, naquele carinho,
A grande beleza da vida.

Encontrastes no toque das mãos,
Um mundo que se cria,
Um mundo que nos implica
Um momento em que vivamos
Um amor platônico.
Enfim, um toque que suplica,
Ao mundo, à multidão,
A um homem, a um coração,
Para que o amor novamente exista.

Danilo Cerqueira Almeida.
Em homenagem a José de Alencar, para a peça A viuvinha, apresentada em maio de 2001, no CEEMGA.

Foto: DC Almeida

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sujeitos Acadêmicos III

                                                                                          Foto: Mariano Aido
.
E ao eu ia o ar


Aula
Alta, auricular
... Auscultar ...
A um, ali, mental, içar!
Auspiciar!

Autenticar: se ausentar:
- Eula.
"Eu" lá ... !
Eu, lá, lia.     
Lendo-me e, in true, ia.

Ah! Ula lá!:
Eu lá e cá.
Ao teu ateu ...
... até eu!

Sal, meu
              Mal, seu
                          E ao eu ia o ar.

Oi! Eu lá.
Ei-la!:
Eu? Tá na azia do ser.

Danilo Cerqueira, 2006

domingo, 8 de agosto de 2010

Sujeitos Acadêmicos II *


Foto: Mariano Aido
.
Peixe... pedras
prato gelado
Isolado...
Isopor
Levado
Asas abertas
Peixe voador
Do mar à ilha
Olho-horizonte
Abre boca
Enrolado agora
Peixe, pesca
Festa
Palitinhos...
Sesta

Danilo Cerqueira, 2008.

* Sobre o poema A Pesca, de Affonso Romano de Sant'Anna

Foto: Mariano Aido

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sujeitos acadêmicos I

                                                                  Foto: Danilo Cerqueira


Ouviram de uma sala às margens vernáculas
O coro doméstico do retirante das palavras
O proprietário resmungando no quintal

Meu país já foi cozinha
Quem eu elejo me entende uma galinha
Convenceu a catar milho no ar

Minha pátria  materna contradição terna
Eterna de povos de povo de pó
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Teus enteados não sabem o que é cantil
Às vezes água é miragem de chuva
Pronúncia gaga da beleza por natureza
Da natureza por beleza
Mas é natureza, mas é beleza
O grande sol do litoral.

Danilo Cerqueira
03/08/2006, 00:40