sábado, 30 de janeiro de 2010

Em MCMLXXXIV ... Livros!!!


Alguns livros lançados em 1984.



Astrícia é um romance do escritor, educador e político Cristovam Buarque lançado em 1984.

Inspirado em Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Adolfo Bioy Casares, estranho e enigmático como um filme de David Lynch, tudo acontece no mundo imaginário de Astrícia, um universo de espelhos, labirintos e enigmas, onde nunca se sabe o que é fantasia e o que é real.



A Bola e o Goleiro é um livro infantil de autoria do escritor brasileiro Jorge Amado, membro da Academia Brasileira de Letras, publicado em 1984.

Diretas Já! é o título do livro do escritor e cartunista brasileiro Henfil, publicado pela editora Record em 1984.

Vivia o Brasil o difícil processo de redemocratização, chamado pelo regime ditatorial vigente desde 1964 de "Abertura". Aos poucos o país vinha assistindo ao ressurgimento dos partidos políticos, exilados retornavam à pátria, e o povo via sua classe política clamando pelo direito de escolha pelo voto do Presidente da República.

Henfil foi um dos mais ardorosos defensores das liberdades democráticas, escrevendo em jornais pequenos manifestos, a maioria numa coluna intitulada "Cartas à mãe" - onde falava do país como se estivesse conversando com a D. Maria, sua genitora.

Homem de esquerda, participara da fundação do PT.

Mescla de charges e textos curtos, Diretas Já! começa já na capa rendendo homenagens à figura de Teotônio Vilela - político nordestino, senhor de engenho e representante das oligarquias que, ao descobrir-se portador de câncer, abandonou as hostes que apoiavam a direita política e passou a defender, também ele, a redemocratização.

Com refinada ironia, Henfil trata da defesa desse ideal democrático com humor, atingindo principalmente as figuras centrais da política brasileira.



Droga da Obediência é um livro de Pedro Bandeira voltado para o público adolescente. Foi publicado em sua primeira edição em 1984 pela Editora Moderna, e teve novas edições em 1992 e em 2003.



Um Girassol na Janela é um livro lançado em 1984 pelo escritor brasileiro de literatura infantil Ganymédes José. É um livro que fala de uma menina que transforma tudo em amor.



Os Hereges de Duna (no original, Heretics of Dune) é o quinto livro da série iniciada com Duna, de autoria do escritor estadunidense Frank Herbert, e publicado em 1984.

Trata da descendência de Paul Atreides e das conseqüências de uma jihad (guerra santa) sobre todo o universo.



A Insustentável Leveza do Ser (em checo Nesnesitelná lehkost bytí) é um livro publicado em 1984 por Milan Kundera. O romance se passa na cidade de Praga em 1968. Foi adaptado para o cinema pelo diretor Philip Kaufman sob o nome de The Unbearable Lightness of Being.

O Japão é um livro do escritor brasileiro Aluísio de Azevedo. Ém dos livros menos conhecidos do autor, provavelmente escrito enquanto esteve em serviço como vice-cônsul em Yokohama, no Japão, entre 1897 a 1899. Foi publicado em 1984, a partir de manuscritos encontrados na Academia Brasileira de Letras.

Neuromancer, de William Gibson, é uma das mais famosas novelas Cyberpunk e ganhou os três principais prêmios da ficção científica: Nebula, Hugo e Philip K. Dick, após sua publicação em 1984, tendo sido publicado em 1991 no Brasil pela editora Aleph. Esse foi o primeiro livro de Gibson e o começo de uma triologia. Neuromancer é um livro de ficção científica que introduzia novos conceitos para a época, como inteligências artificiais avançadas e um cyberespaço quase que “físico”, conceitos que mais tardes foram explorados pela trilogia Matrix.
A Invenção do Cotidiano é um livro escrito por Michel de Certeau que examina as maneiras em que as pessoas individualizam a cultura de massa, alterando coisas desde objetos utilitários até planejamentos urbanos e rituais, leis e linguagem, de forma a apropriá-los. O livro foi publicado originalmente em Francês sob o título L'invention du quotidien. Vol. 1, Arts de faire' (1980). O livro é um dos textos-chave no estudo do cotidiano.



Viva o povo brasileiro é um romance histórico escrito por João Ubaldo Ribeiro e publicado em 1984. É considerada uma das mais importantes obras da literatura brasileira. Apresenta histórias passadas principalmente na Ilha de Itaparica, mas, também com passagem por Salvador, Lisboa, São Paulo e Rio de Janeiro, percorrendo quatro séculos da história do país.



O Ano da Morte de Ricardo Reis é um romance escrito em 1984 por José Saramago cujo protagonista é o heterônimo Ricardo Reis de Fernando Pessoa. O personagem que empresta o nome à obra retorna a Lisboa em 1936, após uma ausência de 16 anos, e aí se instala observando e testemunhando o desenrolar de um ano trágico, através do qual o leitor é levado a sentir o clima sombrio em que o fascismo se afirma na sociedade, antevendo-se um futuro negro na história de Portugal, Espanha e Europa.

Em MCMLXXXIV... Cinema!

Óscar:Terms of Endearment (Laços de Ternura), de James L. Brooks, vence cinco prémios, entre os quais os de Melhor Filme, Melhor Atriz Principal (Shirley MacLaine) e Melhor Ator Secundário (Jack Nicholson).
Fanny och Alexander, de Ingmar Bergman, vence na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Principais filmes estreados em 1984
1984, de Michael Radford, com John Hurt e Richard Burton
.............Livro........................................................Filme................


  
  • Dune, de David Lynch, com Sting, Kyle MacLachlan e Max von Sydow
  • Footloose, de Herbert Ross
  • Ghostbusters, de Ivan Reitman, com Bill Murray e Sigourney Weaver
  • Gremlins, de Joe Dante
  • Indiana Jones and the Temple of Doom, de Steven Spielberg, com Harrison Ford e Kate Capshaw
  • The Karate Kid, de John G. Avildsen, com Ralph Macchio
  • Once Upon a Time in America, de Sergio Leone, com Robert De Niro, James Woods e Joe Pesci
  • Romancing the stone, de Robert Zemeckis, com Michael Douglas, Kathleen Turner e Danny DeVito
  • Sem sombra de pecado, de José Fonseca e Costa, com Mário Viegas, Victoria Abril e Lia Gama
  • Splash, de Ron Howard, com Daryl Hannah e Tom Hanks
  • Star 80, de Bob Fosse, com Mariel Hemingway
  • Streets of Fire, de Walter Hill, com Willem Dafoe e Diane Lane

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

XII EREL
Encontro Regional dos Estudantes de Letras
Recife - PE
01 a 04 de abril - 2010


domingo, 17 de janeiro de 2010

Em MCMLXXXIV ... Música!!!!



O passo do Lui

Fui Eu (Herbert Viana)


Os pés descalços queimam no asfalto
Os carros passam, vêm e vão
Eu dobro a esquina, eu vou na onda
Pego carona na multidão
Você olhou, fez que não me viu
Virou de lado, acenou com a mão
Pegou um táxi, entrou e sumiu
Deixou o resto de mim no chão
Vai ver que a confusão
Fui eu que fiz, fui eu
Há algo errado no paraí­so
É muito mais que contradição
Sou eu caindo num precipí­cio
Você passando num avião
Você olhou e fez que não me viu
Foi com se eu não estivesse ali
Desligou a luz, deitou, dormiu
Nem pensou em se divertir
.

.

.

A Raça Humana- Gilberto Gil


A raça humana é
Uma semana
Do trabalho de Deus

A raça humana é a ferida acesa
Uma beleza, uma podridão
O fogo eterno e a morte
A morte e a ressurreição

A raça humana é o cristal de lágrima
Da lavra da solidão
Da mina, cujo mapa
Traz na palma da mão

A raça humana risca, rabisca, pinta
A tinta, a lápis, carvão ou giz
O rosto da saudade
Que traz do gênesis
Dessa semana santa
Entre parênteses
Desse divino oásis
Da grande apoteose
Da perfeição divina
Na grande síntese

A raça humana é
Uma semana
Do trabalho de Deus
A raça humana é
Uma semana


 
Poemas escolhidos - Paulo César Pinheiro
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Bíblica

Quem vê tudo o que fiz
Diz que são cismas
Não é trabalho meu

Diz que não cria
Não sabem que se vivo de poesia
É porque a vida eu vi por outros prismas
Me cansam de dizer que são sofismas
E que ao real prefiro a fantasia
Mas eles próprios criam a utopia
Do que poe o poeta e seus carismas
Que se a imaginação que tudo pede
A poesia curva-se e concede
Também se curvará a realidade
Porque através do tempo
Os sonhadores estão pelo caminho
Igual pastores
Levando pelas mão a humanidade


Paulo César Pinheiro
Realista
É mesmo assim que eu penso
Jamais usarei lenço pra me enxugar o choro
Que as lágrimas que descem
Aos poucos me enriquecem
Viram pedras de ouro
É mesmo assim te digo
Quem usa lenço, amigo
Vive a dizer adeus
Eu vou, mas nos espaços de todos os abraços
Eu deixo os braços meus
É mesmo assim seu moço
Não uso no pescoço medalha nem cordão
Não quero ter lembrança alguma
Nem herança alguma de ilusão
E tu, se teus presentes
São camafeus correntes
Tenho pena de tu
Deixo a cantiga avulsa
Do coração que pulsa
Sobre meu peito nu
Relógio então nem falo
Eu sei cada intervalo de tempo que se flui
Por isso me contento
Porque eu possuo o tempo
Como ele me possui
E que contempla a aurora
Pelo bater da hora
Jamais será liberto
Tu tens no pulso o tempo
Mas do lado de dentro é que o tempo está certo
É mesmo assim que faço
Não uso prato ou aço pra minha proteção
Meu verso é o orago Bento
A reza é o pensamento
E o templo é o coração
Quem prende-se a uma crença
Ou é por reconpensa de Deus
Ou então por medo
Eu vou tal como eu vim
Vivendo o que pra mim foi dado nesse enredo
Gravata e palitó
Não uso e tenho dó que quem precisa usá-los
É como ver nos matos Entre arreios e aparatos
Um bando de cavalos.
Eu uso o essencial sobre o meu corpo
Tal como o meu corpo quer
Feliz fica meu corpo
Vestido de outro corpo
Um corpo de mulher
Eu sou tão realista
Que vivo como artista
E artista é o sonhador
Que o sonho me sustente
Realisticamente como compositor
Por isso que componho
Realidade em sonho
E sonho em realidade
Pois vindo pra compor
Metade do que sou
Compõe a outra metade

Paulo César Pinheiro

Escolha
Porque a tudo dou fim
Depois de dura conquista
É que se a dor me contrista
Não tenho pena de mim

Não é que seja ruim
Nem sequer masoquista
Mas é meu ponto de vista
Mereço sofrer assim
Mas se para que o verso exista
Tiver que a dor dizer sim
Então serei fatalista:
A dor que acenda o estopim
E o homem mate-me
Afim de que não morra o artista

Paulo César Pinheiro

Acontecimentos
+ 26 de junho - Michel Foucault, filósofo francês (n. 1926).
+ 12 de Fevereiro - Julio Cortázar, escritor argentino (n. 1914)
+ 15 de Maio - Maria José Dup, escritora brasileira (n. 1898)
+ 1 de Abril - Marvin Gaye, cantor e compositor estadunidense (n. 1939)