sábado, 19 de setembro de 2009

A Cria-Dante

.
Te deixo catedrais
A badalarem verdades orquestradas
Violinos violeiros lindos
A canção que alça e repõe o firmamento
Quando arroubo de garça!


Se casto... Palavras tuas... Luas gravitam em duas!
És fera a tontear-me de esguelha!
Sempre artífice ante arqui-deusa
Cujos lábios são sombras - Sê-las!
Cujas curvas são ondas - Vê-las!
Cuja coma é negra... A untar
Lírica a labuta precípua
Do arqueiro-inscultor.
.

O que impera no homem


.Foto: Danilo Cerqueira
Por que extrair um oceano
de uma única gota?
O encábulo em deferir palavras não
é maior que minha ânsia de franqueza
Não são utópicas pedras lapidadas
- Todas fazem parte de um zeugma!

Por que subtrair os vestígios
de virtudes a serem exploradas?
Desta encenação trágica não levo nada
porém trago, afora da vida e da morte
Densos estados, antes relapsos

Procedentes de homens regentes
Gradativos servos de suas mentes
A travar batalhas aleatórias:
Nunca versos, homens
Sempre, versos, retóricas!

Presente também em http://www2.uefs.br/nit_/site/poema2.html

domingo, 13 de setembro de 2009

Ambi e n t e

Foto: Danilo Cerqueira
Um menino, um fascínio:
Tempo trêmulo em tensão.
Vejo o fato, vejo o prato...
E o destino no chão.

A arma que não mata
À falta de graça
Sorve o espelho da verdade.
O verso que não meço rima sem versos.
Plantas andam pela casa.
Ar se renova,
Horta.
O rato rói a corda.
O mundo investe sobre mim querendo prescrever,
Rever-se em “pré-big-bang”.